Análise ao Nokia N97 – Parte 1 Hardware

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Desde o dia 2 de Dezembro do ano passado que ansiava por este momento: ter o Nokia N97 no meu bolso.
Hoje vou começar a explicar o que senti e como é que estou a interagir com o telefone.
Vou dividir esta análise em 4 partes. Hardware, Software, Aplicações e Aspectos finais.

Embora não faça parte do hardware propriamente dito, receber esta caixa negra com letras prateadas, merece ser comentada.
É a caixa mais simples, e no entanto mais elegante, que a Nokia já teve até agora. Mais pequena, face à crise e à responsabilidade social, menos colorida, mais sóbria mas muito mais poderosa. Sente-se que houve um extremo cuidado em todo o packaging. Nota-se que se quer começar uma nova fase de qualidade. E a qualidade está em todos os pormenores. No telefone em si, mas também em tudo o que o envolve.
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Na caixa é nos fornecido o telemovel em si, uma stylus de formato… “estranho” mas com design agradavel, bateria, headphones, cabo USB, carregador e adaptador USB, pano de limpeza, CD Ovi e manuais de instruções.
Claro que a primeira coisa que apetece fazer é tirar a tampa de trás, com cuidado não vá partir, meter o cartão SIM, bateria, fechar a tampa e carregar no on.
Logo aí vemos que o majestoso ecrã de 3.5 polegadas é extraordinariamente brilhante e nítido. Um bom sinal.

De dimensões generosas ao nível da espessura com 15,9mm, em termos de comprimento e altura estamos perante um telefone comum. 117,2mm x 55,3mm. Com a bateria inserida, pesa cerca de 150g, mas a reacção que se tem é “É leve”, porque como o telefone tem uma imagem tão robusta, a sensação que temos é “deve ser pesado”. No entanto quando lhe pegamos, essa impressão muda.
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Um dos factores de diferenciação deste modelo (deveria dizer o maior? O único?) é sem dúvida o teclado QWERTY. Revelado quando se desliza o teclado para cima, temos 3 filas de teclas que muito têm sido discutidas por dois motivos: 1) porque a barra de espaços está à direita e não ao meio. 2) Porque tem o botão direcional à esquerda e não à direita.
Ora, tanto um como outro pontos são questões de hábito. Acredito que para os utilizadores experientes de teclados QWERTY nos telefones, possa parecer estranho a principio, mas tenho a certeza que passado pouco tempo é facil levarmos o polegar à barra de espaços de forma inata. O botão direcional, ainda é mais fácil de se tornar um hábito, e quando for para jogar jogos, será certamente mais fácil.

Como podem ver pelas fotos, o meu Nokia N97 é branco. A legibilidade das letras e dos caracteres impressos é suficiente, mas no modelo preto, os caracteres impressos a azul sobre as teclas pretas tornam essa visibilidade muito reduzida. Penso que a versão não comercial com as impressões a laranja fazia bastante mais sentido. Não percebi o porquê de alterar…

Voltamos a ter o telefone na posição fechada e vemos que a frente do telefone é dominada por três botões. O verde de iniciar chamada, o vermelho de terminar chamada e o botão de menu, em posição assimétrica. Dos lados temos mais alguns botões. O botão para bloquear/desbloquear e os botões de volume e botão de captura.
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Os botões de chamada são sensíveis ao toque, tal como o ecrã e isso vem dar mais um toque de requinte ao telefone, mas é o botão de menu que mais se destaca. Afinal, é aqui que a Nokia quer centrar as atenções. Tal como no iPhone, onde um botão comanda tudo, aqui tenta-se que assim seja.
Como em todos os S60 da Nokia, ao ficarmos a pressionar este botão temos acesso às aplicações que estão abertas, e ao carregarmos no botão vamos alterando entre o menu e o homescreen.
Finalmente, e ao contrário do primeiro S60 touchscreen da Nokia, o 5800, quando o ecrã se apaga, para o voltar a acender, não o fazemos ao tocar no ecrã. Uma vez mais, centramos as atenções no botão de menu. É assim que o ecrã volta a ligar.

Finalmente, nas costas do telefone temos uma poderosa câmara de 5MPx (na frente existe uma câmara para a video-chamada), com uma imagem surpreendente que está ao nível do melhor que a Nokia fez no passado em termos de fotografia móvel e que são uma referência na indústria. Refiro-me, claro aos N95’s, N82 e N85. A câmara com lente Carl Zeiss, tem uma protecção que desliza e automaticamente inicia a aplicação da câmara fotográfica. Um pormenor interessante é a inclusão de um pequeno pano de limpeza, colado à protecção da lente que faz com que ao abrir e fechar estejamos também a limpar a lente.
O flash de duplo LED é superior a um único LED mas é bastante inferior em condições de fraca luminosidade ao flash de Xenon que a Nokia parece ter abandonado, estranhamente depois de uma experiência bem sucedida com o N82 (e outra despercebida no 6220).

Os materiais usados voltam a ser demasiado plásticos, mas nota-se uma tendência em oferecer materiais mais nobres. A tira cromada em redor do ecrã e os plásticos utilizados são efectivamente de melhor qualidade e aspecto do que o que se tinha visto até aqui na gama N Series. E pelo que pudemos ouvir na apresentação deste modelo, essa tentativa de melhorar a qualidade e construção e materiais usados é para continuar e tentar aproximar a N Series e a E Series neste capítulo.

Voltando ao slide do ecrã… é de facto único. O som é de facto diferente. É sólido, deixa-nos “descansado” de que não será fácil estragar ou desgastar o mecanismo que deverá ter sido testado exaustivamente pelo menos 6 meses pela Nokia. Acredito que a Nokia sabe que com o crescimento da concorrência, cada modelo de topo é encarado como uma final (se quisermos fazer uma analogia com o mundo do futebol). Tudo é sólido. Robusto. Forte. Não há um desnível e o slide é imperceptível. É preciso fazer um pouco de pressão para que o teclado seja revelado, mas é a pressão certa. Nem muito (e teríamos receio de o partir) nem pouco (o que poderia deixar o slide lasso e dessa forma perder uma das mais importantes características). É mesmo o ideal. Não vai defraudar ninguém a qualidade de construção deste modelo.
Ainda assim, a perfeição não existe, e por uma ou duas vezes a tampa de plástico da parte de trás já rangeu um pouco… Mais uma vez os materiais…

Em resumo, já se sabe que gostos não se discutem, mas seja em preto ou em branco, o Nokia N97 tem um design a que é impossível ficar indiferente. Seja pelo minimalismo e clareza das linhas, seja pelo fantástico ecrã, o facto é que é um modelo que impressiona.

Fiquem a saber amanhã o que é que nos é oferecido em termos de software, o que há de novo e o que precisa ser melhorado. Saibam o que é defeito, e o que é feitio!

Sobre o Autor

Alexandre é um viciado em telemóveis. Esteve activo no projecto do "Nokia Blog" em Português e é um grande fã de smartphones touch. Com o seu espírito jovial, vem encher todos os artigos com muita adrenalina.

Comentários

  1. SIDSIDSID diz:

    “Ainda assim, a pefeição não existe, e por uma ou duas vezes a tampa de plástico da parte de trás já rangeu um pouco… Mais uma vez os materiais…”

    ” sólido, deixa-nos “descansado” de que não será fácil estragar ou desgastar o mecanismo que deverá ter sido testado exaustivamente pelo menos 6 meses pela Nokia.”

    6 meses! Isso é que é imaginação!

    “Finalmente, nas costas do telefone temos uma poderosa câmara de 5MPx”

    Poderosa mas claramente ultrapassada no tempo. Minimalista em funções q.b.

    Uma crítica subjectiva com retoques de fanboy.

Trackpacks para este artigo

  1. Análise ao Nokia N97 - Parte 2 Software Geral | Nokia Blog

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